Economia de Guedes

Guedes vê economia no ‘fundo do poço’ e indica redução da alta do PIB para 1,5%

Em março, a projeção de expansão era de 2,2%; revisão foi confirmada por secretário da Fazenda

O ministro da Economia, Paulo Guedes,  afirmou, nesta terça-feira (14), que a economia brasileira está no “fundo do poço”, ao comentar que as projeções já indicam um crescimento de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

Conforme a Folha publicou nesta terça, a equipe econômica prepara uma revisão de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2019, prevendo uma expansão em torno de 1,5% a 2% no ano.

“Vocês vão ver que o crescimento, que era de 2% quando eles fizeram as primeiras simulações, já caiu para 1,5%. Quando cai para 1,5%, as receitas são menores ainda, e aí já começam os planejamentos de contingenciamentos de verbas. Já começam as trajetórias futuras de despesas a serem apertadas”, disse Guedes, ressaltando que, desde o começo do governo, as projeções da equipe econômica e do mercado estão alinhadas.

O ministro, no entanto, não deixou claro que essa será a revisão a ser anunciada formalmente no dia 22 de maio, quando o governo apresentará uma reavaliação da expectativa de receita e de despesas para 2019.

“Independente de os mercados quererem que as coisas aconteçam rapidamente, nossa realidade é que estamos no fundo do poço. Está nas mãos da Casa nos tirar do fundo do poço com equacionamento fiscal”, afirmou o ministro, que compareceu à comissão mista do Orçamento do Congresso Nacional.

Guedes defendeu ainda que o governo adote um realismo fiscal e afirmou que não vai vender falsas esperanças. “Independente de os mercados quererem que as coisas aconteçam rapidamente, nossa realidade é que estamos no fundo do poço. Está nas mãos da casa nos tirar do fundo do poço com equacionamento fiscal”, afirmou.

Para ele, é preciso combinar o “coração macio que a esquerda sempre teve, de sensibilidade, do olhar social, com a austeridade”. “Senão você não consegue ser fraterno ou solidário. Você quebra antes.”



Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
Data: 15/05/2019